
(...) acariciou-lhe a face e sorriu.
Eram fugitivos na noite, cúmplices, clandestinos eternos que, ali, ousavam desafiar o tempo que se revelava numa corrida desenfreada e que parecia transformar cada minuto num segundo só.
Outrora, ela pensaria naquela situação como algo que só teria lugar na sua imaginação; outrora, ela acharia impossível tal loucura. No entanto, e como o destino é sempre muito mais criativo que os simples mortais, tudo aquilo estava a acontecer. Ela podia ver, ela podia sentir.
E, quando o tempo se esgotou, quando, em jeito de despedida, os dois se beijaram pela última vez naquela noite, alguém perguntou:
"Vocês são...?"
Hoje, ela diria:
"Cúmplices..."











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